Sexta, 22 Fevereiro 2013 11:09

Conhece a História do Mosteiro de Leça do Balio?

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A duas léguas de distância de Matosinhos, perto da estrada do Araújo, fica este secular e histórico edifício monacal, que se ergue austeramente, na remansosa margem do Rio Leça, ampliação da primitiva igreja fundada no tempo dos primeiros fiéis, como conjecturam alguns.

O documento conhecido mais remoto, em que se encontram referências ao Mosteiro de Leça, é referente a uma doação que lhe é feita por D. Famula de Deos Vigília, em 18 de Março de 1003. A antiga casa religiosa teria sido fundada por volta do ano de 900, pelos antepassados de D. Tructezindo Osores, tendo transitado o direito do padroado para este opulento herdeiro e para sua mulher D. Unisco Mendes. Esta, enviuvando, doou, em 1021, ao Mosteiro da Vacariça (na Mealhada), a propriedade de Leça, com todos os seus domínios e ainda outros bens, tudo de acordo com seus filhos D. Patrina e D.Ozeredo Tructezindes. O Mosteiro de Leça passou a ficar integrado na Sé e Cabido de Coimbra.

Sucedem-se outras doações particulares, nos anos de 1034, 1039,1063, 1091 e 1095, entre outras, várias herdades em Custóias e umas salinas na foz do Rio Leça em Matosinhos. Aquela nobre e piedosa casa era, então, de Herdeiros, como na sua maioria eram as que se fundaram no século XI; junto dum pequeno templo se edificavam moradias e dependências em que viviam os fundadores, e a eles sucediam nesta herança, seus descendentes e legatários, com condição expressa de darem determinadas esmolas e agasalhos, tanto aos indingentes e peregrinos, como aos eclesiásticos e devotos que habitassem por aquelas redondezas. Para alívio da pobreza, dos sacerdotes e clérigos que ali residiam, fez Gonçalo Auroniz, em 1095, doação de uma herdade em Recaredi, a qual tinha pertencido a seus antepassados (1).

Parece, portanto, fora de dúvida que a fábrica primitiva já existia pelos fins do século X, compondo-se então de uma pequena igreja e de um monacato dúplice, ou seja, de monges e freiras, com a invocação de Cristo, sendo conhecido por Convento do Salvador.

No declínio do século XI, foi o templo mandado reedificar pelo abade D. Guntino por ameaçar ruína.

Hesita-se entre qual a regra a que obedeceria, se a Benedita, se a Agostinha, por serem a tal respeito discordantes as velhas crónicas; o que parece não sofrer contestação, é ter sido primitiva sede dos Hospitalários de S. João de Jerusalém, em Portugal. Muito embora seja desconhecida a época exata da introdução da Ordem do Hospital entre nós, sabe-se concretamente que, pelo menos no tempo de D. Afonso Henriques, a Ordem já existia amplamente dotada.

Nos meados do século XII, já os Hospitalários habitavam o cenóbio de Leça, cabeça do Priorado de Portugal durante longo período (2).

A 13 de novembro de 1094, D. Raimundo, conde de Galiza, visitando Coimbra com sua mulher, D. Urraca, compadeceu –se da penúria em que encontrou a Sé e doou-lhe o Mosteiro da Vacariça com todas as suas pertenças; este velho convento com anos foi-se desmantelando por completo, sem deixar de si o mais pequeno vestígio.

Aquela transmissão de bens, feita por Raimundo, devia ter contribuído para que escasseassem as rendas em Leça, em benefício da mitra conimbricense e, consequentemente, para o declínio do Mosteiro de Leça, que acabou por ficar deserto.

Mais tarde, entre 1112 e 1116, foi este precioso edifício conventual doado, com todos seus termos e regalias, pela Condessa D. Thereza Afonso, mulher do Conde Henrique, aos «Cavaleiros Hospitalários da Ordem de S. João de Jerusalém» e, ao alento desse patrocínio valoroso, começou a viver com relativo desafogo, entregando-se a fins devotos e caritativos.

Ao divisarmos aquela mole de granito do secular cenóbio, e primeira casa da Ordem, evocam-se os Hospitalários de amplas sobrevestes negras donde fulgiam, no peito, as cruzes brancas de oito pontas. Estes, viviam aí em comunidade, e achavam-se tão abundantemente dotados que, por concordata datada de 1122, cederam ao Bispo do Porto, D. Hugo, seis grandes casais, ao prior do Mosteiro de Leça, D. Martinho, e a seus sucessores toda a jurisdição eclesiástica, suprimindo ainda a obrigação do fornecimento de um jantar anual, encargo que incumbia ao mosteiro(3).

Ao isento eclesiástico de Leça, pertenceram as igrejas: conventual, de S. Mamede da Ermida, (depois, de Infesta; S. Thiago de Costoyas, S. Miguel de Barreiros, S. Fausto (ou Faustino de Guifaens), integradas no Couto: fora deste, as de S. Martinho de Aldoar, S. Salvador de Gondim, Santa Christina de Cornes (depois de Malta), Santa Eulália de Sousela (depois, da Ordem). O cronista João de Barros (4) diz que o Mosteiro de Leça, tinha doze Igrejas de sua apresentação e quintas grandes e muitos casaes.

O Couto, separado da cidade do Porto, foi-lhe concedido em 1123, por carta de D. Afonso Henriques.

O convento de Leça foi reedificado por D. Gualdim Paes de Marecos, pelo ano de 1180, e dedicado a Santa Maria. D. Sancho I reformou e ampliou a igreja e casa de Santa Maria de Leça em 1212.

Durante uns dois séculos, o Couto logrou câmara municipal com seu julgado, composto pelas freguesias de Leça, Infesta e Custóias, cada uma das quais elegia dois vereadores, e os seis elegiam por sua vez outro, que superintendia como juiz ordinário do Julgado.

Até principio do século XIV, conservou o monumental mosteiro a forma primitiva, mas achando então a Igreja de Santa Maria de Leça em mau estado de conservação, resolveu o austero e piedoso Prior D. Frei Estevão Vasques Pimentel- filho do conde D. Vasco de Nomais, favorito de D. Afonso III ( O Grande )-ampliar o arruinado templo, para que fosse simultaneamente igreja e fortaleza, o que levou a efeito e concluiu em 1336,reinado de D. Afonso IV,dedicando à Senhora da Encarnação.

A sólida e arrogante torre quadrangular, construiu-se com todos os preceitos e condições da arte de guerra daquela época; foi coroada de ameias, e vigilantes barbacãs a fim de que pudesse defender os religiosos e a casa conventual das investidas dos moiros rebeldes.

Nos fins do século XVI e principio do XVII, foi esta casa devota beneficiada pelo seu sucessor, D. Frei Luis Álvares de Távora. Data do segundo quartel do século XIV, como referimos, a mudança da invocação do Salvador para a de Nossa Senhora da Encarnação, existindo ainda nos meados do século XVII a sua imagem, que foi substituída por um retábulo, pintado a óleo, em honra de Nossa Senhora da Assunção. O povo começou a chamar-lhe Santa Maria de Leça, e é esta a invocação que tem prevalecido até aos nossos dias.

Eis como o romancista Arnaldo Gama, visionou o Mosteiro:

«A forte e grossa muralha da cerca, que o rodeava, toda dentilhada de ameias, era flanqueada por quatro grandes torres cobertas de seteias. Em cada uma das quadrelas do muro viam-se abertas umas poucas de besteiras dispostas de forma que ninguém podia aproximar-se sem que fosse imediatamente encravado pelas setas e virotões dos defensores, que dentro delas os despiam sem perigo.

A cava era larga e funda; e a barbacã que a parapeitava, grossa e forte, e a demais defendida por pequenos cubelos ou caramanchões que aqui e ali se erguiam sobre ela. O alcácer fortificado, a que a cerca servia de cinto, era uma alta e fortíssima torre, rodeada de um vasto edifício, ou antes de um grande aglomerado de edifícios, uns mais altos e outros mais baixos, mas todos solidamente construídos e capazes de duradoura defesa. Do meio corpo para a frente, uma pequena igreja gótica, com a porta voltada para o vasto patim do castelo. Sobre o muro deste edifício abriam-se aqui e ali, irregularmente, um sem número de frestas e janelas ogivadas, algumas delas defendidas por grossos varões de ferro. Sobre a fronteira da igreja, e no cimo do muro pontiagudo do campanário gótico, campeava a cruz das oitos pontas dos Cavaleiros da Ordem Militar do Hospital de S. João Batista de Jerusalém, conhecida séculos depois pelo nome de Ordem de Malta. A mesma cruz via-se esculpida sobre a frontaria da torre de menagem ou alcácer fortificado e sobre outros diferentes lugares dos muros».

Pela extinção das ordens religiosas, 1834, acabou o Baliado de Leça, mas o seu tempo continuou a servir, como já servia, de igreja paroquial.

Recentemente, este majestoso exemplar da arquitetura guerreiro- religiosa sofreu importantes obras de «sanidade artística», por parte dos Monumentos Nacionais, que o reabilitaram, readquirindo a sua feição primitiva, a «alma religiosa e heróica do longínquo passado que o viu nascer». Foram suprimidas todas as excrescências que representavam atropelos à sua primitiva feição.

Durante longos anos foi o histórico monumento varrido pelos ventos nefastos do extermínio, em que colaboraram, mais do que a mão implacável do tempo, os espíritos ineptos cometendo vandalismos de lesa- arte.E, pouco a pouco, tão valioso documento da vida mediévica, foi desvalorizando, numa transfiguração e desmoronamento confrangedores: destruíram-se numerosas ameias e colunelos, mutilaram-se as cruzes terminais de oito pontas, que encimavam as empenas; abriam-se sepulturas, alteando-se o pavimento da igreja e transformando-o em cemitério paroquial; embrecharam-se carrilhões nas frestas da torre; entaiparam-se com mesquinhas superfluidades, a abside e a sacristia; picaram-se os plintos das naves, que depois se recobriam com grosseiras argamassas, como foram recobertas com espessas camadas de sal, as colunatas de granito e as siglas dos alvanéis; ergueram-se inestéticos altares que ocultavam a pureza das linhas primitivas e, para o cúmulo de todos estes ultrajes e desmandos, foi deformado o pavimento do altar-mor, encobrindo-se os antigos vitrais com um trono de forma desgraciosa, onde se acendiam lampadários durante as cerimónias sacras e o seu claustro, com pristinos vestígios românicos, era transformado em dependência de casa de lavoura.

Exceção feita a Velho Barbosa, Arnaldo Gama, Pinho Leal, Joaquim de Vasconcelos, Gonçalves Coelho, Maximiano Lemos, Pedro Vitorino, Marques Abreu e poucos mais cultores da Arte e da Beleza, que, com o livro, a palavra, a gravura e modernamente a fotografia, lavraram os seus protestos veementes, todos os outros pareciam ignorar o precioso valor desse brasão arquitetónico, no genro, único em todo o nosso País. E, no entanto, ali se desenrolam alguns episódios da vida nacional, a que ficou o seu nome ligado.

Hoje, como referimos já, a habitação claustral recuperou a fisionomia tradicional e antiga, impondo-se agora libertá-la em todo o seu âmbito, suprimindo pelo menos uma parte do cemitério, fronteiro ao monumento, de maneira a não prejudicar a imponência da Fachada principal.

Tornar-se-á, assim, tão deslumbrador património artístico, símbolo eloquente da devoção e força defensiva de antigos tempos, mais digno ainda de ser olhado com aprazimento pelos naturais, e de ser admirado por turistas, arqueólogos e críticos de arte.

A fachada do aguerrido mosteiro, flanqueada por gigantes, é aberta por um pórtico de quatro arquivoltas. Sobrepõe-se-lhe um balcão ameado e assente numa sumptuosa cachorrada. O corpo da igreja é dividido em três naves, sustentadas por 10 arcos, 5 de cada lado, sendo a nave central mais elevada.

No lado esquerdo, ressaltando da frontaria alteia-se a torre, arrogante e dominadora, dentilhada de ameias, com vigilantes barbacãs angulares e a robusta silharia fendida por torneiras. Na fachada sul, abre-se outro portal, também de quatro arquivoltas.

Na parte nascente no transepto, firma-se um campanário. Por trás da ábside da igreja e na vizinhança cerca, adivinham-se ainda ancestros românticos: uma formosa janela geminada e restos dum claustro (século XII).

O historiador João de Barros, escreveu a respeito deste majestoso exemplar da arquitetura guerreiro-religiosa (5):   

«…o mui nobre Mosteiro de Leça, da Ordem de São João de Rhodes, que ual para o Comendador hu conto de Renda, e tem seus coniguos Regrantes. He edifício muy magnifico e tem em hua mui alta torre apozentamentos para o Comendador e coniguos. Alli iaz hu home Sancto, chamado loanne, por cuia causa se fazem muitos milagres, tem seu Couto de lurdição ciuil, a terra e sítio onde está he tão fresco que não pode mais ser.

Tem hua dueza a elle iunta, muito grande, a Coal em uerão não sinto a que possa ser comparada. Neste mosteiro Recebeo el Rey Dom Fernando por mulher a Rainha Dona Leonor, com diz sua história».

Foi efetivamente nas naves deste templo de silêncio e de recolhimento, que o aventuroso D. Fernando I casou, em 1369, com D. Leonor Telles, receoso de efetuar estas núpcias régias na capital ou no Porto, pelo desgosto com que o povo das duas cidades via a ligação do rei com uma mulher divorciada ilícitamente. Na parte Segunda deste boquejo – Resumo Histórico – tivemos ensejo de com mais desenvolvimento nos referirmos a este assunto.

No silêncio majestático das suas naves, dormem também o sono eterno alguns dignitários da Ordem. Na capela-mor com abóboda de pedra, de nove nervuras, avultam os mausoléus de D. Frei Cristóvão de Cernache, em estátua, D. Frei Lopo pereira de Lima e de seu irmão D. Frei Diogo de Melo Pereira. Próximo do baptistério, encontra-se o túmulo de D. Frei Garcia Martins, assente sobre três leões de granito; algumas lendas avultam os feitos miraculosos deste venerável Grão-comendador de Leça.

A Capela de Nossa Senhora do Rosário, denominada “do Ferro”, abriga os sarcófagos notáveis de D. Frei João Coelho, Chanceler-mor de Rhodes, Comendador de Leça, em estátua jacente resguardado por um arcossólio ornado no fecho com as insígnias da Ordem de Malta e, em sepultura rasa, o fundador da igreja D. Frei Estêvão Vasques Pimentel, consaguíneo de Nuno Álvares.

Embebida na parede lateral direita, existe uma lâmina sepulcral de bronze, que está deslocada do seu primitivo lugar. Pertencia ao túmulo do Prior D. Frei Estêvão Vasques Pimentel, varão insigne do seu tempo, pelos feitos militares, e zelo religiosos e artístico no reedificar da venerada Igreja de Leça. Esta lápide tem artisticamente cinzeladas figuras de Santos, da Anunciação, de Anjos, e escudos de armas e, em letras góticas, uma inscrição latina, que, traduzida, diz:

«Este que descansa nesta sepultura, foi um digno Prior da Ordem do Baptista; agora conhece quais foram as suas ações:

Depois da morte de Estêvão Vasques, com dificuldade aparecerá quem seja melhor Prelado do que este foi.

Pela família chamou-se Pimentel, mas, pela sua vida e costumes, chamou-se abençoado. Ninguém era mais alegre, nem tão forte, famoso e constante, guiando-se pelo que era mais perfeito.

Viajou por muitas terras e atravessou muitos mares. Sem contar o Priorado, teve cinco comendas, que a sua Ordem lhe deu, e o Pontífice confirmou; são as Comendas de Certan, Lessa, Crato, Riomeão, e a florida Faia, que foi a primeira. Oh! Tu que és instruído, faz esta conta: - Ele foi Prior trinta anos, tendo sido antes bom Freire, contando três vezes quatro.

-Fundou esta Igreja e dotou-a generosamente, e está aqui o seu mausoléu, como ordenou em vida.

Determinou que dois Capelães cantassem diariamente missas em louvor de Maria Santíssima; para isto se cumprir, aplicou-lhe as rendas da freguesia de Tougues, com as pertenças, tendo para isso precedido licença régia, aprovação do Papa e consentimento do Grão-mestre. Seja amaldiçoado de Deus quem se opuser a esta determinação. Enquanto viveu, desempenhou todas as obras de misericórdia; queira também o filho de Deus compadecer-se dele. Assim como a rosa é a melhor das flores, assim este Prior foi o melhor dos Priores. Sirva-lhe esta legenda de epitáfio: ele morreu quase no meio de maio, era de mil trezentos e sessenta e quatro.»

(Ano de C. 1336)

Por morte do Prior D. Frei Estêvão Vasques Pimentel, ou pouco depois, se erigiu Crato em Grão-priorado, e Leça ficou sendo Comenda até 15 de outubro de 1571, tempo em que foi ereta em Baliado, e seu primeiro Balio (*) Frei Pedro de Mesquita. Assim se originou, verosimilmente, o topónimo Leça do Balio.

Além da citada lápide, possui o mosteiro antiguidades de grande valor histórico e arqueológico, entre outras uma pia batismal, em estilo renascença florejado, esculpidas em calcário de Ançã por Diogo Pires «o Moço», rendilhada de preciosas estilizações zoo e fitomórficas e brasonada com o leão faxado dos Coelhos. É de formato octogonal e foi mandada construir, em 1514 (?), por D. Frei João Coelho.

A grande rosácea, de tipo radiante, aberta por cima do pórtico principal da Igreja, é das mais belas, pelas dimensões e delicadeza dos lavores.

Perto do Mosteiro, ergue-se o Cruzeiro que esteve no lugar do Souto, onde foi barbaramente mutilado em 1912. Sob a figura de Cristo, o brasão dos Coelhos e, a meio da coluna, uma legenda gótica. É também de pedra Ançã e foi esculpido em 1514 pelo referido Diogo Pires «o Moço». Está classificado como monumento nacional.

Resta falar da lenda que deu nome à «Capela do Ferro». Tomou esta designação popular, fundada na tradição de que, em tempos imemoriais, um ferreiro morador no Souto de Leça, próximo à igreja, suspeitando da infidelidade conjugal de sua mulher, esta, para se expurgar da calúnia humilhante, ofereceu-se a levar de casa um ferro candente até ao sepulcro do beato D. Frei Garcia Martins, a quem se tinha encomendado.

O suspeitoso marido pôs em brasa o ferro de um arado, que a mulher conduziu na mão até àquele santo lugar, sem sofrer o mais leve detrimento e, assim, mostrou a sua inocência, ficando purificada. O ferro milagroso, segundo afirmam, esteve muitos séculos pendurado no teto da capela.

 

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